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Mil milhões de euros de poupança com cortes de saláriospatrons-01

De acordo com o titular da pasta das Finanças, a redução na massa salarial da Função Pública e dos trabalhadores do sector empresarial do Estado, contestada em toda a linha pelas estruturas sindicais, deverá permitir uma poupança de mil milhões de euros. O valor, justificou Teixeira dos Santos, é alcançado porque a medida se alarga a todas as empresas participadas maioritariamente por capitais públicos.

“Corresponderá a um corte médio de cinco por cento, conforme foi dito, das remunerações pagas na Administração Pública. Isto representará, em todos os sectores da Administração Pública, portanto da administração central, regional e local, algo na ordem dos 850 milhões de euros. Se acrescentarmos a isto o impacto, também, do alargamento desta medida ao sector empresarial do Estado, estaremos muito próximos de um valor na ordem dos mil milhões de euros de redução de despesa só devido a esta medida”, afirmou.

O Ministério das Finanças divulgou na quinta-feira a tabela que estabelece os cortes a aplicar, a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, aos vencimentos auferidos no sector público. Nos salários entre os 1.550 e os dois mil euros, o abate é de 3,5 por cento, o que equivale a uma subtracção de 50 euros. Para os salários entre os 2.100 e os 2.500 euros, a redução evolui até aos seis por cento. Ou seja, um vencimento de 2.100 euros terá um corte de 4,10 por cento, o que equivale a um abate de 102 euros, ao passo que um trabalhador que ganhe 2.500 euros terá o seu salário reduzido em seis por cento (menos 150 euros). Os ordenados entre os 2.550 euros e os 4.150 euros sofrem cortes de 6,20 a 9,98 por cento. Já os vencimentos a partir de 4.200 euros são objecto de uma redução de dez por cento.

Fonte: RTP


 

Nota de enquadramento à norma de redução remuneratória

  1. A norma da redução remuneratória assegura uma diminuição global de 5% na despesa com remunerações, conjugando-se com o impedimento de quaisquer valorizações remuneratórias (incluindo mudanças de posicionamento remuneratório e promoções) e com o congelamento de admissões, entre outras normas.
  2. A redução remuneratória incide, apenas, sobre as remunerações totais ilíquidas de valor mensal superior a € 1.500,00, encontrando-se isentas de redução todas as remunerações totais de valor inferior.
  3. As remunerações totais ilíquidas são as que resultam da soma das prestações pecuniárias sujeitas a desconto para a Caixa Geral de Aposentações, I. P. ou para a Segurança Social, consoante o sistema de protecção social de cada trabalhador.
  4. Atendendo à sua natureza, não são considerados para o cálculo das remunerações totais ilíquidas os montantes relativos a subsídio de refeição, a ajudas de custo e a subsídios de transporte ou de reembolso de despesas nos termos da lei.
  5. Não são, também, considerados na remuneração total os subsídios, suplementos remuneratórios, gratificações e outras prestações pecuniárias sobre os quais não incida desconto para a Caixa Geral de Aposentações, I. P. ou para a Segurança Social, aplicando-se-lhes uma redução autónoma de 10%.
  6. São sujeitas a esta redução as remunerações dos titulares de cargos políticos e de órgãos independentes, de Juízes e Magistrados, de membros do Governo, de dirigentes, gestores públicos e trabalhadores de institutos de regime geral ou especial, de empresas públicas de capital maioritariamente público, de Militares, de membros de gabinetes e de trabalhadores da administração central, regional e local, de órgãos de gestão e de gabinetes de apoio, de Fundações Públicas e de todos os estabelecimentos públicos.
  7. No caso dos cargos políticos, dos gestores públicos e equiparados, dos membros das Casas Civil e Militar do Presidente da República, dos gabinetes dos membros do Governo e dos Governos Regionais e dos gabinetes de apoio pessoal dos presidentes e vereadores de câmaras municipais e dos governos civis, esta redução é cumulativa com a redução de 5% prevista na Lei nº 12- A/2010, de 30 de Junho e na Lei nº 47/2010, de 7 de Setembro.
  8. A taxa de redução a que as remunerações totais são agora sujeitas varia entre 3,5% e 10%.
  9. A taxa de redução de 3,5% aplica-se às remunerações totais cujos valores se situem entre € 1.500,00 e € 2.000,00 (exclusive), garantindo que dessa redução nunca resultam remunerações inferiores a € 1.500,00 (nesses casos a redução assume apenas o valor que assegura aquela remuneração).
  10. A taxa de redução de 10% aplica-se às remunerações totais cujos valores se situem acima dos € 4.200,00.
  11. Às remunerações cujos valores se situem entre € 2.000,00 e € 4.200,00, a redução resulta da aplicação da taxa de 3,5% sobre o montante de € 2.000,00 e de uma outra sobre o montante da remuneração que exceda esse valor, daí resultando uma redução total cuja taxa se situa entre um mínimo de 3,5% e um máximo de 10%, conforme se demonstra no quadro exemplificativo anexo.

Valor da remuneração total Valor da redução Taxa
1.000,00 0,00 0,00%
1.050,00 0,00 0,00%
1.100,00 0,00 0,00%
1.150,00 0,00 0,00%
1.200,00 0,00 0,00%
1.250,00 0,00 0,00%
1.300,00 0,00 0,00%
1.350,00 0,00 0,00%
1.400,00 0,00 0,00%
1.450,00 0,00 0,00%
1.500,00 0,00 0,00%
1.550,00 50,00 3,50%
1.600,00 56,00 3,50%
1.650,00 57,75 3,50%
1.700,00 59,50 3,50%
1.750,00 61,25 3,50%
1.800,00 63,00 3,50%
1.850,00 64,75 3,50%
1.900,00 66,50 3,50%
1.950,00 68,25 3,50%
2.000,00 70,00 3,50%
2.050,00 78,00 3,80%
2.100,00 86,00 4,10%
2.150,00 94,00 4,37%
2.200,00 102,00 4,64%
2.250,00 110,00 4,89%
2.300,00 118,00 5,13%
2.350,00 126,00 5,36%
2.400,00 134,00 5,58%
2.450,00 142,00 5,80%
2.500,00 150,00 6,00%
2.550,00 158,00 6,20%
2.600,00 166,00 6,38%
2.650,00 174,00 6,57%
2.700,00 182,00 6,74%
2.750,00 190,00 6,91%
2.800,00 198,00 7,07%
2.850,00 206,00 7,23%
2.900,00 214,00 7,38%
2.950,00 222,00 7,53%
3.000,00 230,00 7,67%
3.050,00 238,00 7,80%
3.100,00 246,00 7,94%
3.150,00 254,00 8,06%
3.200,00 262,00 8,19%
3.250,00 270,00 8,31%
3.300,00 278,00 8,42%
3.350,00 286,00 8,54%
3.400,00 294,00 8,65%
3.450,00 302,00 8,75%
3.500,00 310,00 8,86%
3.550,00 318,00 8,96%
3.600,00 326,00 9,06%
3.650,00 334,00 9,15%
3.700,00 342,00 9,24%
3.750,00 350,00 9,33%
3.800,00 358,00 9,42%
3.850,00 366,00 9,51%
3.900,00 374,00 9,59%
3.950,00 382,00 9,67%
4.000,00 390,00 9,75%
4.050,00 398,00 9,83%
4.100,00 406,00 9,90%
4.150,00 414,00 9,98%
4.200,00 420,00 10,00%

* valor de redução que assegura a remuneração de € 1.500,00