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Com o arranque do novo ano, a reforma antecipada volta a ser possível para os trabalhadores com 60 anos. Mas há penalizações. A partir de 2016, a idade da reforma aumenta: será preciso trabalhar até aos 66 anos e 2 meses para receber a pensão completa.

A partir de janeiro de 2015, os trabalhadores que tiverem, pelo menos, 60 anos e 40 de descontos, podem reformar-se. No entanto, haverá uma penalização de 0,5% por cada mês de antecipação relativamente à atual idade de reforma - 66 anos.

Imagine que tem 64 anos e meio e quer sair do mercado de trabalho. A redução será de 9% (18 meses x 0,5 por cento). Se o cálculo da sua pensão resultou em € 1 000, o corte relativo à antecipação é de 90 euros. O valor da pensão será de 910 euros.

A penalização será inferior para os trabalhadores com mais de 40 anos de descontos. Por cada ano a mais, há uma redução de 4 meses no corte. No exemplo que referimos, se tiver 42 anos de descontos, terá menos 8 meses de penalização. Esta será de 5%, ficando o valor da pensão em 950 euros. Poderia, por outro lado, reformar-se sem ser penalizado aos 65 anos e 4 meses.

Em 2016, a reforma antecipada a partir dos 55 anos volta a ser uma realidade. Foi suspensa em 2012 e, desde então, é possível apenas para os desempregados de longa duração, quando chega ao fim o subsídio de desemprego.

Idade da reforma aumenta 2 meses
A partir de 2016, será preciso trabalhar até aos 66 anos e 2 meses para receber a pensão completa. A idade de reforma passará a ser definida anualmente, tendo em conta a esperança média de vida em Portugal.

A tendência de trabalharmos cada vez mais tempo começou a desenhar-se com a introdução do fator de sustentabilidade, em 2007. Na altura, considerava a esperança média de vida aos 65 anos, idade a que os trabalhadores podiam reformar-se. Mas, com o passar do tempo, para receberem a pensão por completo, tinham de trabalhar mais uns meses, que foram aumentando progressivamente, até chegar a um ano. A idade de reforma passou assim para os 66 anos. Vai manter-se nesse patamar até ao final do próximo ano.

Em 2014 e 2015, o fator de sustentabilidade não é aplicado. Será retomado em 2016, altura em que a longevidade dos portugueses voltará a influenciar diretamente a idade da reforma e o montante a receber.

Fonte: Deco