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O preço do café vai subir a partir do próximo Outono, anunciou ontem em comunicado a Associação de Hotelaria e Restauração, dizendo que a subida de preços é a única forma de ultrapassar a situação "insustentável" que o sector atravessa actualmente.noticias

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) há muito que vinha dando conta do mal estar sentido no sector, apresentando propostas e soluções como, por exemplo, a descida do IVA na restauração para equiparar com Espanha, mas lamentando nunca serem ouvidos.

Agora anunciam, em forma de comunicado enviado à Comunicação Social: "Chegou o momento que já previmos, em que a partir do próximo Outono os preços de venda vão começar a disparar, com o simbólico café à cabeça".

Utilizam o preço do café por ser "o exemplo mais flagrante", uma vez que o preço médio do café em Portugal ronda os 0,55 cêntimos, "notoriamente o mais baixo de toda a Europa".

Mas a subida de preços não se ficará pelo café. Atingirá todos os produtos e a AHRESP explica no comunicado as razões para essa decisão, que passam desde logo pela quebras das receitas médias anuais do sector na ordem dos 25%, desde a entrada em vigor do euro, em Janeiro de 2002, quando "os preços de venda só sofreram um aumento médio acumulado de 6,5%".

Sublinha ainda que a especulação virou-se agora para as "aplicações alimentares e energéticas", e que "os preços dos cereais e do café vão manter a sua escalada".

Para o anunciado aumento de preços a partir do Outono a associação refere ainda os custos com a mão-de-obra, com aumentos acumulados nos últimos nove anos (36,5% para o salário mínimo e 25% para o salário médio).

Argumentos para as subidas

Do rol das explicações que a AHRESP apresenta para os novos preços na nova estação estão também os aumentos dos impostos, "com o IVA da Restauração superior em 5% à vizinha Espanha, das múltiplas taxas, das energias, e de muitos custos de contexto, com destaque para as comissões dos cartões de crédito e débito, para além da água".

Assim, dizem que entre baixar a qualidade, despedir trabalhadores e subir preços, "quando muitos fornecedores, muitos monopolistas, o Estado e as autarquias pressionam com aumentos, e a inflação a subir", os associados da AHRESP optaram por aumentar os preços de venda.

Fonte: JN