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Quem se reformar no próximo ano deve contar com um corte de 3,14% nas suas pensões, à custa do factor de sustentabilidade.noticias

Para evitar a quebra no valor da reforma, será necessário trabalhar mais entre quatro a dez meses, consoante o período de descontos.

O corte no valor das pensões resulta da aplicação do factor de sustentabilidade, um mecanismo que liga o valor da pensão à esperança média de vida, introduzido na reforma da Segurança Social como forma de conter o aumento da despesa com as reformas.

Os dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a esperança média de vida aos 65 anos, em 2010, era de 18,47 anos. Como em 2006 era de 17,89 anos, o factor de sustentabilidade para 2011 corresponde a uma correcção acumulada de 3,14%.

Este valor é significativamente superior ao verificado em anos anteriores (1,65% em 2010 e 1,32% em 2009).

Perante este cenário, o contribuinte ou aceita o corte na pensão ou adia a ida para a reforma. E este adiamento pode chegar a dez meses para quem conte 65 anos de idade e um período contributivo entre 15 a 24 anos. No mínimo, será necessário trabalhar mais quatro meses - no caso de carreiras superiores a 40 anos - para contornar a quebra prevista.

Este é o quarto ano em que se aplica o factor de sustentabilidade, mecanismo previsto na reforma da Segurança Social liderada pelo então ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

Fonte: Económico