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Vencimento médio no privado é inferior ao dos funcionários públicos. Privado trabalha em média 39,2 horas por semana, revelam dados oficiais.Privado com vencimento inferior à média da função pública

O ganho médio mensal (incluindo suplementos) dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo foi, em Abril de 2015, de 1.140,37 euros, mais 1,8% face ao período homólogo, revelam os dados do Inquérito aos Ganhos e à Duração do Trabalho publicados pelo Ministério do Trabalho.

Tendo em conta a inflação, que foi de 0,4%, o aumento do ganho foi de 1,4% (ganho real).

Já a remuneração base média mensal foi de 950,9 euros, mais 0,5% que a auferida no mesmo período de 2014. A remuneração base representava 83,4% no ganho (contra 84,2% em Outubro de 2014).

Comparando com os dados relativos à administração pública, publicados recentemente pela Direcção Geral do Emprego Público (DGAEP),o ganho médio é maior no Estado do que no privado. Em Julho de 2015, o ganho médio nas administrações públicas era de de 1.621,2 euros. Já a remuneração base média era de 1.404,2 euros.

Voltando ao sector privado, os dados do Ministério do Trabalho mostram que os homens ganhavam, em média, em Abril, 1.262,17 euros mensais, enquanto as mulheres recebiam menos 21,3%, ou seja, 993,84 euros.

Por nível profissional, em Abril de 2015 todas as categorias registaram um aumento homólogo nos ganhos e remunerações médias, indica o documento do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho.

O número de trabalhadores com salário mínimo em Abril (505 euros) aumentou 1,8 pontos percentuais, para 21,4% face a Outubro de 2014. Para as mulheres, esta percentagem foi de 26,9% (mais 1,9 p.p. do que em Outubro de 2014) e para os homens foi de 16,9% (mais 1,8 p.p.).

Por sector de actividade, a “electricidade” e as “actividades financeiras e de seguros” continuaram a representar o ganho médio mensal mais elevado, respectivamente 3.291,76 euros e 2.272,71 euros. Com os valores mais baixos estavam o “alojamento, restauração e similares”, seguido das “actividades de saúde humana e apoio social” e de “actividades administrativas e dos serviços de apoio”, com 751,73 euros, 854,02 euros e 904,37 euros, respectivamente.

De acordo com os dados, o horário de trabalho semanal dos trabalhadores por conta de outrem foi de 39,2 horas, mais 1,8 pontos percentuais do que em Outubro de 2014.

As actividades económicas que apresentaram menos horas de trabalho foram as “actividades financeiras e de seguros” e “educação”, com 35,2 horas e 35,6 horas, respectivamente.

Por outro lado, as “actividades administrativas e dos serviços de apoio”, as “indústrias transformadoras” e o “transporte e armazenagem” foram as que registaram maior duração de trabalho, com 40 e 39,8 horas semanais.

Fonte: Económico