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Maiores períodos legais de repouso encontram-se nos países da Europa do NorteTourist Cartoon 3

Portugal acompanha os países geralmente designados da “cauda da Europa” no que respeita a dias de férias anuais pagas a que cada trabalhador tem direito. A Roménia ou a Polónia, por exemplo, também só atribuem 20 dias úteis de férias, a par da Itália, embora neste país as férias sejam contabilizadas como quatro semanas, tal como na Irlanda.

No escalão dos 20 dias – imposto pela UE como mínimo para a região -, esse é o tempo que qualquer trabalhador grego goza em início de carreira, conquistando um dia por cada ano de antiguidade na empresa depois do 1.º ano, num máximo de 22 dias úteis para descansar.

Entre os países do centro da Europa, só a Bélgica e a Holanda continuam a atribuir apenas duas dezenas de dias úteis de férias, ao passo que os vizinhos franceses são os campeões do descanso: 30 dias de calendário, com dias de bónus se tirar férias fora do verão (por cada três dias goza quatro e por cada quatro goza seis), entre outras possibilidades conferidas por lei para adicionar tempo livre aos trabalhadores. Espanha segue as pisadas de França e também atribui 30 dias de calendário.

Legalmente, na Alemanha, o mínimo são 24 dias úteis, mas a maioria dos contratos coletivos estipula 30. E o Reino Unido também anda lá perto, com 28 dias de férias anuais.

Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia e Áustria concedem 25 dias, acrescendo cinco depois do primeiro ano de trabalho em território finlandês, ou a quem tiver mais de 25 anos de descontos, no caso dos austríacos. Na Islândia, as férias são 24 dias.

Um caso: Roche Portugal dá 25 dias de férias

Mas, em Portugal, há exceções à regra. É o caso da Roche Portugal. Descobriu, há 10 anos, a receita da felicidade dos trabalhadores. Não vem em comprimido, nem em xarope, e muito menos é injetável, como a maioria dos produtos desenvolvidos na farmacêutica instalada na Amadora. Mas funciona, garante a empresa.

Além de conceder 25 dias úteis de férias a todos os colaboradores, a multinacional de origem suíça acredita que “garantir um saudável equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal” tem reflexos no “dia a dia, aumentando o nível de felicidade e, naturalmente, a motivação e o desempenho, em particular, o de oferecer a melhor inovação em medicamentos aos doentes portugueses”.

Mas há mais: a Roche tem um horário de verão em que as sextas-feiras são livres da parte da tarde. A flexibilidade, conjugada com a possibilidade de cada colaborador poder “trabalhar a partir de casa em 20% do seu tempo (um dia por semana)”, não prejudica a produtividade, segundo fonte da empresa. Os objetivos, claramente definidos para cada trabalhador, são mensuráveis e dão direito também a um prémio anual que ninguém deixa de ganhar.

Fonte: Dinheiro Vivo