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O PSD vai propor a mudança da lei eleitoral para reduzir o número de deputados e a introdução do voto preferencial.Give a Cheer

Estas alterações foram apresentadas em conferência de imprensa no parlamento e integram-se nas propostas do PSD no âmbito da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas.

O número de deputados defendido pelo PSD ainda não está definido mas Marques Guedes afirmou que, "sem se mexer na Constituição, o máximo que se pode avançar com a redução é ate 180", sublinhando que os sociais-democratas têm defendido a necessidade de se fixar um número ímpar, para evitar empates.

"Essa é uma matéria que está a ser trabalhada com órgãos nacionais do PSD e será apresentada no decurso dos trabalhos da comissão", afirmou, lembrando que no passado os sociais-democratas defenderam o número de 181 deputados.

Questionado se as mudanças implicarão a criação de círculos uninominais, Marques Guedes respondeu que "não é isso que está sobre a mesa", remetendo para a moção do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, e as suas intervenções públicas sobre a matéria que versam o voto preferencial.

O 'vice' da bancada social-democrata reconheceu que "é preciso jogar a questão do número de deputados com o voto preferencial e encontrar os mecanismos que salvaguardem a proporcionalidade" mas não avançou se isso pode passar pela criação de um círculo nacional de compensação.

O objetivo do PSD é apresentar as mudanças ao sistema eleitoral até ao final da atual sessão legislativa, disse ainda Marques Guedes.

Costa afasta acordo

O secretário-geral do PS afastou um acordo com o PSD sobre reforma do sistema eleitoral, invocando o acordo político assumido com o Bloco de Esquerda e PCP e contrapondo que a prioridade é a descentralização.

António Costa falava aos jornalistas na sede nacional do PS, em Lisboa, após ter formalmente entregado a sua moção de estratégia ao congresso do seu partido, que se realiza entre 3 e 5 de junho na Feira Internacional de Lisboa.

Confrontado com a proposta do PSD para a redução do número de deputados e introdução do voto preferencial em eleições legislativas, o líder socialista disse que nesta legislatura "não há manifestamente condições para fazer qualquer alteração das leis eleitorais".

"Aliás, isso faz parte dos acordos que estabelecemos com os demais partidos políticos [Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes"]", alegou ainda.

Fonte: JN