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Pensões mais elevadas terão aumento de 1,5%Frente Comum promete avançar com acção de protesto contra proposta salarial para 2009

O ministro das Finanças iniciou, esta quinta-feira, as negociações salariais da Função Pública sinalizando que 2,9% é "até onde o Governo pode ir". Os sindicatos discordam e a Frente Comum equaciona já acções de luta para Novembro.

Também ontem, o Governo comunicou aos sindicatos qual o aumento que iria atribuir às pensões entre seis e 12 IAS (só seria obrigado a fazê-lo a partir de 2011), tendo decidido atribuir a estes pensionistas da Caixa Geral de Aposentação um aumento de 1,5%. Em causa estão pensões de valor entre pouco menos de 2500 euros e cerca de cinco mil euros e que nos últimos anos estiveram "congeladas".

Apesar do protesto das três estruturas sindicais (Frente Comum, STE e Fesap), que consideram muito redutor um aumento de 2,9% e recusam a ideia de que esta proposta seja já definitiva, Teixeira dos Santos deixou claro que aquele valor "revela até onde o Governo pode ir" e que, além do mais, corresponde a uma "melhoria do valor real dos salários" por ser acima da inflação esperada para 2009 (que é de 2,5%).

Para os sindicatos, a estimativa de inflação do Governo peca, no entanto, por defeito, mas este argumento foi também rebatido pelo ministro das Finanças que sublinhou que esperar uma inflação de 2,5% em 2009 é "realista", pois não se prevê para o próximo ano aumentos de preços como os que ocorreram já em 2008, potenciados pelo preços dos combustíveis e de matérias-primas alimentares.

A questão dos aumentos salariais vai voltar à mesa das negociações nos dias 6, 12 e 19 de Novembro, estando previstas, ainda em Outubro, duas reuniões para acertar toda a parte relativa aos apoios sociais. Mas, antes disso, já hoje, a Frente Comum vai reunir-se e equacionar formas de luta. A coordenadora nacional da estrutura, Ana Avoila, não põe de parte a realização de uma greve ou de uma manifestação já na segunda quinzena de Novembro.

Sobre a hipótese de se juntar a esta acção de protesto, Bettencourt Picanço afirmou apenas que o sindicato que lidera não põe de lado nenhuma forma de luta. Já a organização liderada por Nobre dos Santos, a Fesap, reiterou a posição de anos anteriores, ou seja, de que, em princípio, não equacionada protestos enquanto decorre o processo negocial.
Fonte: Lucília Tiago, in Jornal de Notícias