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Sócrates admite que O Governo prometeu que até ao final da legislatura seriam criados 150 mil empregos.

O primeiro-ministro José Sócrates disse em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF que foram criados 133 mil, mas admitiu que "a situação económica mundial" poderá dificultar o atingir da meta, assim como a intenção de diminuir o desemprego. Apesar do abrandamento do crescimento económico, deverão manter-se os investimentos em obras públicas como o TGV e as barragens que defende serem essenciais à economia portuguesa.

Referindo-se à crise financeira, Sócrates realçou que "não é uma crise cíclica", é "daquelas que só acontecem de cem em cem anos". Reiterou que é importante, "neste momento, que o Estado dê um sinal claro à economia que vai realizar todos os investimentos públicos que são necessários realizar para fomentar a actividade económica e modernizar o país".

Ao mesmo tempo, "no curto prazo, [os investimentos nas obras públicas] servirão para garantir que mais gente tenha emprego e que as empresas tenham condições para se afirmar na economia". O primeiro-ministro sublinhou ainda que é fundamental que Portugal esteja ligado à rede ferroviária de alta velocidade. "Quero fazer a ligação entre Lisboa e Madrid e a ligação entre Lisboa-Porto e Porto-Vigo."

Reagindo à entrevista, o vice-presidente do PSD Rui Rio criticou a aposta "errada" nas grandes obras públicas, já que, "numa altura em que há grande escassez de crédito, esse crédito deveria ser canalizado prioritariamente para a economia e para as pequenas e médias empresas".

O Bloco de Esquerda classificou ontem a entrevista como uma "tentativa frustrada" de responsabilizar a crise dos mercados internacionais pela actual situação económica do país", notou o deputado João Semedo.

Jorge Cordeiro, da comissão política do PCP, manifestou a mesma opinião, defendendo contudo que "o agravamento da situação do país é anterior à crise e é também fruto das políticas do Governo". O CDS-PP considerou que "o primeiro-ministro teve dificuldades em mostrar resultados e sentiu-se falta de energia e de capacidade de adaptação à nova situação económica", disse o líder parlamentar centrista, Diogo Feio.
Fonte: in Jornal Público