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A crise, o desemprego e a qualificação do trabalhoO Norte de Portugal surge como a região europeia em que, entre 2002 e 2007, à excepção de uma outra na Irlanda, mais impacto tiveram os despedimentos colectivos. Quem o escreve é a Eurofound, fundação que estuda as condições de vida e de trabalho na Europa. Está bem vivo na nossa memória o rosário de notícias de fechos de fábricas, da sua deslocalização, de reestruturações internas com despedimento do pessoal, que ensombraram os últimos anos, com um pico noticioso em 2003/4.

A onda foi amainando, mas a modernização do tecido industrial nortenho está longe de estar concluída. O que, nos próximos tempos, vai seguramente pesar na conjuntura económico nacional, já que a quebra geral da procura se vai somar à incapacidade de muitas unidades produtivas de estar à altura das exigências da produção em mercado aberto á concorrência internacional.

A região norte tem hoje uma taxa de desemprego mais alta que a média e debate-se, mais do que qualquer outra, com a falta de qualificação da mão-de-obra. Exemplo disso são os recentes investimentos no agloemerado de empresas eólicas da Enercon, em Viana do Castelo, que vai dar emprego a 2500 trabalhadores e criar 7500 postos de trabalho indirectos. Acontece que no concelho de Viana (com 5% de taxa de desemprego) não há resposta suficiente em número de operários com, pelo menos, o 9.º ano de escolaridade. Amanhã abre o recrutamento extensível aos concelhos limítrofes de Braga e Barcelos (com 17% de desempregados!). Nada ilustra melhor, em tempos de crise, a nossa vulnerabilidade pela falta de qualificação da população activa do País.

Fonte: n Diário de Notícias