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A aposta do Governo nas energias renováveis estende-se à eficiência energética e têm sido criados uma série de apoios para que as pessoas invistam nas suas casas.

1 - Qual o mínimo que se pode poupar?
Alexandre Fernandes diz que com apenas três medidas se consegue poupar entre 500 a 600 euros por ano no consumo de energia. Basta substituir o esquentador por uma caldeira mural; converter o radiador eléctrico num aquecimento ligado a essa caldeira, e ainda colocar energia solar térmica para aquecimento de águas. Quer isto dizer que, por mês, uma factura energética de 70 euros pode passar a ser de 46 ou de 52 euros. Atenção que esta poupança só é possível se se colocar a vertente solar térmica. Apesar de não se valorizar apenas a componente da produção energética, é ela que tem o maior impacto.


2 - E qual o máximo?
Se se colocar um sistema de microprodução, ou seja, para gerar energia em casa e vender à rede, as poupanças podem chegar aos três mil euros, mas o investimento também é mais elevado. As poupanças aumentam também se se aplicar isolamentos ou vãos envidraçados, mas também aumenta o investimento.

3 - Quanto custa tornar a minha casa mais eficiente?
Instalar uma caldeira e equipamentos solares térmicos custam cerca de cinco mil euros, mas se se optar pelos isolamentos ou obras mais profundas, o investimento pode chegar aos dez mil euros. Com a microprodução pode chegar aos 20 mil euros. Atenção que o retorno destes investimentos é de sete ou oito anos.

4 - Que apoios existem?
O primeiro grande apoio do Governo que surgiu neste âmbito foi o de disponibilizar que as casas de classe A ou A+ tenham direito à dedução à colecta para efeitos de crédito, majorada em 10%. Para este ano, o Governo definiu ainda que as medidas de isolamento - que podem custar cinco mil euros - são agora dedutíveis no IRS, o que torna o investimento mais barato em cerca de 800 euros. Além disso, há ainda algumas autarquias, como a de Lisboa, que reduzem o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 50% para as casas A+ e em 25% para as casas A. Diz Alexandre Fernandes que, face aos constrangimentos orçamentais, "há que aproveitar o que existe".

Fonte: Económico