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A Endesa venceu o leilão de electricidade promovido pela DECO, informou hoje a Associação para a Defesa do Consumidor. household-lightbulb

A proposta vencedora preenche os requisitos de Escolha Acertada, quer na tarifa simples quer na bi-horária, acrescenta a associação em comunicado divulgado.

Aos consumidores que participaram no leilão e que decidam contratar com a Endesa, a DECO diz que garante a estabilidade do preço durante um ano e isenção de custos com serviços associados à tarifa de eletricidade, além da inexistência de cláusulas lesivas nos contratos.

"A DECO agradece a recetividade das operadoras de eletricidade, pela abertura negocial demonstrada num projeto verdadeiramente pioneiro para o setor e para o país", afirma a associação.

Os termos finais do acordo com a Endesa vão ser revelados segunda-feira. Até dia 15 deste mês, a DECO vai contactar cada um dos consumidores inscritos e enviar por ‘email' os cálculos de poupança oferecidos pelo novo fornecedor, para decidirem se querem contratar com o vencedor do leilão ou manter no operador actual. E até 30 de Junho, dá liberdade aos consumidores para decidirem qual o operador que querem escolher.

A Endesa foi a única comercializadora, da lista de sete empresas a operar no mercado liberalizado de electricidade, a participar no leilão promovido pela DECO. Esta iniciativa reuniu quase 600 mil consumidores domésticos, que procuram assim reduzir a factura da luz.

A eléctrica italiana, que em Portugal é liderada por Nuno Ribeiro da Silva, é o fornecedor de electricidade que mais tem perdido quota no mercado liberalizado no último ano. Actualmente, controla apenas 9,1% deste negócio, depois de ter chegado a deter mais de 20%.

A carteira de clientes disponibilizada pela DECO permitirá agora à Endesa conquistar cerca de 10% do universo de seis milhões de consumidores domésticos portugueses.

A EDP, a Galp, a Iberdrola e a Gas Natural Fenosa decidiram ficar à margem da operação devido às condições contratuais exigidas pela associação de defesa dos consumidores.

Fonte: Económico


DECO cobra até 5 euros pelo leilão de electricidade

O valor que a Endesa terá de pagar, por cada consumidor que angariar do leilão promovido pela DECO, será, no máximo, de 5 euros.

Em declarações ao Diário Económico, a representante da DECO, Rita Rodrigues esclarece que esta verba será entregue, na íntegra, aos seus associados.

"Para quem não é associado, este valor será retido pela DECO para contributo das despesas associadas a esta campanha", refere a mesma fonte, realçando que o mesmo será pago pela Endesa.

Várias notícias apontavam para a existência de uma comissão de 15 euros por contrato fechado.

"O ruído criado em torno desta questão revela que "há um grande desconforto por parte dos poderes instalados", acrescenta Rita Rodrigues.

Fonte: Económico


Deco acusada de fazer "negócio" com leilão de electricidade

A Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC) acusou hoje a Deco de ter feito "negócio" com o leilão de electricidade e de ter iludido os consumidores.

Em comunicado, a APDC refere que "perante as notícias de que a Endesa foi a única comercializadora de energia a participar no leilão de tarifas eléctricas promovido pela DECO" e "lamenta este episódio que penaliza a construção de um verdadeiro mercado concorrencial em Portugal".

Mário Frota, presidente da APDC, adianta no comunicado que "o facto de ter apenas existido um concorrente vem demonstrar que ainda não existe um verdadeiro mercado liberalizado no nosso país e que, portanto, o dito leilão foi extemporâneo".

Para o presidente da APDC, "faltam criar condições reais para baixar os preços da energia, o que compete ao Estado e, em especial, ao regulador", apesar de "os prazos obrigarem à mudança das tarifas reguladas para o mercado liberalizado até 2015".

A APDC chama também a atenção para a "opacidade deste leilão promovido pela Deco, que não teve regras claras".

Mário Frota refere que, "tendo-se apresentado primeiro como um leilão 'on line' semelhante ao de qualquer concurso público, acabou por, a meio do processo, alterar as regras e transformar-se num negócio de tal complexidade, sustentado num 'pacto de confidencialidade', que liquidou a possibilidade de as empresas concorrerem entre si".

A APDC lamenta no comunicado que "tenha sido sob a capa da defesa dos consumidores que uma empresa tentou, uma vez mais, fazer um negócio à custa desses mesmos consumidores", adiantando que "a Deco irá cobrar uma comissão de 15 euros por cada contrato celebrado com a Endesa ao abrigo deste 'leilão', dinheiro esse que poderá ser transformado em assinatura da sua revista Proteste.

"Foi para este negócio que milhares de incautos foram atraídos", acusa.

Mário Frota sublinha no comunicado que a Deco "é uma sociedade por quotas que integra a empresa multinacional belga Euroconsumers SA, sociedade anónima transnacional, que está na Bélgica, Luxemburgo, França, Itália, Espanha, Portugal, Brasil, Argentina".

"Ao contrário do que afirma a Deco. Proteste não é uma associação de defesa dos consumidores, mas sim uma empresa que visa o lucro", afirma.

Fonte: Económico