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Existem várias opções para os alunos com dificuldades financeiras pagarem os seus estudos.Financiamento do Ensino Superior

Para os alunos cujas famílias não têm possibilidades financeiras de os manter a estudar numa universidades, existem opções de financiamento disponíveis em Portugal, que procuram facilitar o acesso ao ensino superior. Conheça as opções e os passos que deve dar para aceder a esses financiamentos. Primeiro que tudo, perceba se pode ter acesso a uma bolsa de estudo. Se não cumprir os critérios para receber este apoio do Estado, o passo seguinte deve ser dirigir-se à banca. Deve visitar vários bancos e conhecer as condições de empréstimos aos estudantes em cada um deles. E procurar saber se o banco ainda tem ‘plafond' para os créditos de garantia mútua que têm condições mais vantajosas e são idênticas nos vários bancos. Saiba ainda que as boas notas dão vantagens no ‘spread' do crédito bancário.

1. Onde se deve dirigir primeiro?
A primeira coisa a fazer é conhecer os seus direitos em relação às bolsas de estudo. Deve dirigir-se ao gabinete de apoio social da universidade ou até mesmo ver se existem programas de apoio nas câmaras municipais. Consulte as regras das bolsas de estudo nacionais no ‘site' da Direcção-Geral de Ensino Superior (DGES). Depois há instituições que disponibilizam bolsas de estudo para os alunos com médias mais elevadas. Se não for elegível para uma bolsa, deve dirigir-se a um banco para conhecer a oferta em termos de crédito.

2. Quem tem direito a bolsa de estudo?
Para ter acesso a uma bolsa de estudo o rendimento mensal per capita do agregado familiar não pode ultrapassar 14 vezes o Indexante de Apoio Social (419,22 euros) acrescido do valor da propina máxima anualmente fixada para a licenciatura. O aluno tem de estar inscrito no mínimo em 30 créditos (ECTS) e o agregado familiar não pode ter um património imobiliário superior superior em 240 vezes o valor do indexante dos apoios sociais.

3. O que é preciso fazer para se candidatar a uma bolsa?
A candidatura à bolsa de estudo do Estado tem de ser feita através da Internet, no site da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES). Pode ser pedida ao longo do ano lectivo, não existindo prazo limite. No entanto, se o aluno entregar a candidatura entre 25 de Junho e 30 de Setembro o estudante recebe o valor da bolsa por inteiro. Se a bolsa for entregue depois do início do ano lectivo, o valor a atribuir é proporcional ao calculado para os restantes meses que completam o período de aulas.

4. Quanto é que pode receber de bolsa
O valor da bolsa base anual mínima é o valor da propina efectivamente paga, até ao valor da propina máxima fixada para o 1.º ciclo de estudos do ensino superior público no ano lectivo em causa (que é de 1.066 euros no ano lectivo de 2014/2015). O valor da bolsa máxima corresponde a 11 vezes o indexante dos apoios sociais acrescido do valor da propina paga pelo estudante até ao limite da propina máxima das licenciaturas no ensino público, o que corresponde a 5.679,27 euros

5. Que opções existem para alunosque não têm direito a bolsa?
Para os alunos que não são elegíveis para receber uma bolsa de estudo, existem empréstimos bancários. Por isso, o próximo passo é dirigir-se à banca.

6. Vá ao banco
Para saber qual o crédito que mais lhe interessa, deve dirigir-se a vários bancos e informar-se muito bem primeiro das condições de crédito em cada um deles, porque os ‘spreads' não são iguais. A não ser que o banco tenha o crédito de garantia mútua em que as condições são semelhantes em todos os bancos. Procure saber se este crédito de garantia mútua ainda está disponível no seu banco, porque alguns já esgotaram o ‘plafond' para os empréstimos do ano lectivo de 2014/2015, que recebem da Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM).

7. Quais as condições do crédito de garantia mútua?
O montante máximo do crédito de garantia mútua é de 25 mil euros por empréstimo e o ‘spread' máximo é de 1%. A percentagem pode baixar para os alunos que tenham boas notas. Omontante é, normalmente, libertado em tranches mensais de valor fixo.

8. Boas notas dão vantagens?
No caso do crédito de garantia mútua, os alunos que consigam uma média entre 14 e 16 valores, o ‘spread' dos bancos pode baixar para os 0,65%. Se o aluno conseguir ultrapassar o 16, o ‘spread' pode descer até aos 0,2%.

9. Informe-se sobre os ‘spreads' de cada banco
Se optar pelo crédito do banco que não o de garantia mútua, saiba que os ‘spreads' variam, por isso deve visitar várias instituições bancárias, informar-se bem e optar pelo mais conveniente. É preciso perder algum tempo a procurar. O‘spread' médio ronda os 3% a 3,5% indexado à Euribor, a três ou seis meses.

10. Que tempo tem para pagar o empréstimo bancário?
Após a conclusão do curso tem um ano para começar a pagar o crédito, no caso do empréstimo por garantia mútua. Enquanto frequenta o curso não tem de pagar ao banco (é o chamado período de carência). Depois de sair da universidade tem entre seis a dez anos para concluir o pagamento. No caso dos outros créditos bancários operíodo de carência pode variar entre os seis e os 42 meses.

Fonte: Económico