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Por mais tentador que o negócio do arrendamento a turistas possa parecer há um conjunto de aspectos que deve ter em conta antes Arrendar casa de fériasde avançar. Pôr-se a par da legislação aplicável, escolher os parceiros certos, definir um preço "justo" e fazer com que os inquilinos se sintam em casa são alguns exemplos.

1.Atenção à legislação: Para poder arrendar a sua casa a turistas precisa de legalizar o negócio. Desde Novembro de 2014 que existe nova legislação sobre este regime de arrendamento designado de alojamento local. Este estipula que, apesar de não ser necessário o licenciamento, os imóveis precisam de estar registados nas autarquias através de uma mera comunicação via Balcão Único Electrónico.

Depois de submetido o pedido, cada imóvel passa a ter um número que é enviado de forma automática para o Turismo Local. A legislação exige ainda alguns requisitos em termos de condições dos imóveis e de equipamentos. Se não cumprir com os requisitos da nova legislação arrisca coimas entre 50 e 3.740,98 euros, no caso dos particulares. As vistorias competem à ASAE e à Autoridade Tributária.

2.Contas certas com o fisco: Não se esqueça também de abrir actividade nas Finanças ao abrigo do regime fiscal de prestação de serviços de alojamento. Se optar pelo regime simplificado de IRS (prestação de serviços até 200 mil euros por ano) paga IRS sobre 15% do que facturar no alojamento local. Ou seja, se facturar mil euros por mês, vai pagar IRS sobre 150 euros. Depende da taxa de imposto que lhe for aplicável. Se a taxa for, por exemplo, de 20%, paga 30 euros de imposto.

3.Dê uma boa montra à sua casa: Os turistas já não procuram alojamentos em guias turísticos ou em jornais, mas sim na internet. Por isso, procure tornar o seu anúncio 'online' o mais atraente possível e tenha o cuidado de lhe dar a máxima visibilidade. Existem sites internacionais e nacionais onde pode fazer essa divulgação ou mesmo substituí-lo no diálogo com os turistas. Tente também ser rápido a responder aos 'e-mails' que lhe enviam para também transmitir segurança a quem procura a sua casa para passar uns dias.

4.O preço certo: Não seja demasiado ambicioso quando definir o preço de arrendamento da sua casa para evitar afastar potenciais interessados. Para aferir a média dos preços praticados no mercado faça uma ronda pelos sites que publicitam imóveis similares e localizados na mesma zona.

5.Sempre seguro: Arrendar uma casa a turistas pode ser rentável mas também pode ser um pesadelo caso ocorram danos ou acidentes com os arrendatários. Por essa razão é aconselhado que os proprietários do imóvel disponham de um seguro de responsabilidade civil, onde também seja dada especial atenção, no âmbito da subscrição das coberturas, às zonas envolventes da casa e particularmente no que diz respeito às piscinas. É conveniente também fazer um seguro do recheio para se proteger de danos provocados inadvertidamente pelo arrendatário. Para ficar ainda mais protegido pode também exigir um "depósito-caução" prévio ao arrendatário. Tenha também atenção às formas de pagamento utilizadas para evitar ser burlado, já que há quem nunca tenha recebido o pagamento do alojamento.

6.Seja um bom anfitrião: Um inquilino satisfeito vale por dois. Não só a probabilidade de o receber novamente em casa é mais elevada, como este também não terá dúvidas em recomendar a sua casa a outras pessoas. Por essa razão procure que a sua estadia seja o mais agradável possível e tente acompanhá-lo. Tenha por isso atenção à limpeza e à manutenção da casa, bem como à decoração, para que o viajante se sinta em casa.

7.Cuidado com a sazonalidade: Apesar do potencial de retorno possível de alcançar através do arrendamento de casas a turistas, é necessário ter em conta que se trata de um negócio sazonal e por isso as receitas também assim serão.

Fonte: Económico